Social e Governança, de mãos dadas pelo crescimento empresarial

Paula Brum

4/16/20252 min read

um aperto de mãos entre homens de negócio
um aperto de mãos entre homens de negócio

O Social anda de mãos dadas com a boa Governança. Mesclar esses dois pilares proporcionará a priorização de soluções para aspectos de riscos empresariais, tão caros à governança, e promoverá o equilíbrio de direitos e deveres que conduzem à satisfação social.

Transformar a cultura empresarial passa, necessariamente, pela construção de um ambiente de trabalho ético e acolhedor. Alcança, num segundo momento, o estabelecimento de uma relação de valor entre o organismo empresarial e a comunidade ao seu redor.

Tudo o que a empresa deixa de fazer gera risco e a impacta financeiramente. O custo de não fazer, de não enfrentar, é sempre superior àquele de quem toma a frente e transforma a cultura que envolve as relações dentro dos ambientes de trabalho.

Questões relacionadas à reputação e ao relacionamento entre aqueles que formam o corpo empresarial devem ser equacionadas internamente, em um sistema de prevenção de riscos, já construindo as bases para o gerenciamento das crises que possam ocorrer.

Temas como igualdade entre os gêneros — no que diz respeito à convivência, remuneração, ascensão a cargos e políticas de não violência, buscando igualar os desiguais dentro de uma política de equilíbrio de forças —, trabalhar questões ligadas à inserção das diversidades e ao respeito humano e legal, entre tantas outras, são transformadores dos ambientes de trabalho.

Transformações que buscam a paz social, a construção de ambientes laborais salubres e acolhedores e, ainda mais, que eliminem questões relacionadas aos diversos tipos de assédio.

O corpo empresarial precisa estar preparado para as novas questões que permeiam as relações de trabalho e emprego, que vão muito além de laudos ambientais, de segurança do trabalho e de aspectos psicossociais. Laudos assinados por engenheiros, técnicos em segurança do trabalho, psicólogos e assistentes sociais não geram, por si só, maior rendimento; não protegem a empresa contra questões de assédio; não possibilitam o alcance de metas sem danos; tampouco blindam as empresas de passivos judiciais que tanto causam impacto financeiro negativo e desestruturante.

Esse trabalho técnico e obrigatório precisa ser efetivamente integrado ao corpo empresarial, deixando de ser apenas um conjunto de documentos exigidos para regularidade, e passando a constituir subsídio para a integração, o crescimento e o fortalecimento da empresa.

Transformar a cultura empresarial a partir da base, proporcionando conhecimento e engajamento das equipes, é o alicerce para a aplicação das práticas de ESG e Sustentabilidade no pilar Social. A conformidade Social é um importante cartão de visitas para a sua empresa.

Pensar em ESG e Sustentabilidade não se confunde com o pilar Ambiental da sigla e, talvez, ainda antes dele, seja necessário fortalecer as bases da empresa, trabalhando os pilares de Governança e o Social.

Qual é o pilar que sustenta toda a estrutura empresarial? São as pessoas: seus gestores, líderes, equipes e clientes. O ESG e a Sustentabilidade precisam ser pensados e ter seus alicerces construídos em uma estrutura que parta do íntimo para o externo. Precisamos fazer, para somente então exigir.