As mulheres e sua importância na Agenda ESG

Paula Brum

5/28/20252 min read

A dificuldade em equilibrar discurso e prática torna-se evidente quando se fala em equidade de gênero.
Certamente, é um ponto que muitos prefeririam não ter que enfrentar, mas trata-se de um tema estratégico e inafastável para empresas e instituições comprometidas com governança inclusiva, responsabilidade social, inovação e desenvolvimento.

A ONU inclui essa pauta nos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – sob o número 5 da Agenda 2030: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.”

O pilar Social, muitas vezes ofuscado pelo glamour que se formou em torno das discussões ambientais, talvez seja o maior sustentáculo de todas as mudanças que se pretendem implementar a partir das pautas de ESG e sustentabilidade.
São as pessoas que estão no centro das discussões, que movem as decisões e a sociedade, e é a partir do trabalho delas que se dará, na prática, a construção das bases de novos marcos empresariais e civilizatórios.

A equidade de gênero chega para reforçar a importância do entrelaçamento de experiências diversas, que renovam as relações e enriquecem, com conhecimento, projetos e escolhas empresariais.

Inclusão e diversidade não são mais vistas como questões éticas teóricas — já se superou o discurso e avançou-se para a prática. Empresas que sustentam apenas discursos inclusivos, sem efetividade concreta, não são bem vistas pelo mercado e tampouco acolhidas socialmente. Hoje, inclusão e diversidade são percebidas como fatores de geração de valor.

Nesse cenário, o Brasil legislou sobre o tema, determinando a obrigatoriedade da igualdade salarial entre homens e mulheres (Lei nº 14.611/2023). É um início, um alerta.

Valorizar e integrar profissionais, reconhecendo-os como capital humano da empresa ou instituição, gera senso de pertencimento, colabora na retenção de talentos e propicia uma visão mais ampla e atualizada dos panoramas globais — o que se reflete diretamente nas tomadas de decisão.

Profissionais de ESG, como nossos consultores, defendem que há uma interconexão direta entre questões sociais — como a aplicação da equidade de gênero em todos os setores e níveis das organizações — e os resultados empresariais. A geração de valor a partir do capital humano reflete-se, diretamente, em resultados financeiros de médio e longo prazos.

Essa constatação é confirmada por pesquisas da Harvard Business Review e da Catalyst, que abordam a paridade entre homens e mulheres no mercado corporativo.

Equidade de gênero é estratégia de negócios.